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RESULTADO DO CRÉDITO IMOBILIÁRIO EM 2018 TRAZ OTIMISMO PARA 2019

Depois de 44 meses, houve crescimento no crédito imobiliário

Por Aline Mariane/Agência Visia

 

Os últimos anos foram de resultados expressivamente negativos para a construção civil como um todo. O crédito imobiliário também amargou essas baixas presenciando quedas consecutivas de 2014 até 2017. Mas, de acordo com os resultados levantados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), isso começou a mudar em 2018.

Para entender a queda, em 2014, foram financiados R$ 112,85 bilhões em 12 meses; em 2015, esse valor caiu para R$ 75,58 bilhões; em 2016, a redução foi para R$ 46,61; em 2017, a queda foi menos acentuada, chegando a R$ 43,15 bilhões; Porém, em 2018, pela primeira vez depois de 44 meses, houve crescimento no crédito imobiliário e os valores financiados no ano chegaram a R$ 57,39 bilhões – uma alta de 33%.

O número de unidades financiadas também disparou. Em 2017, foram financiadas aquisições e construções de 175,6 mil unidades, enquanto, em 2018, foram financiados 228,4 mil imóveis, o que indica aumento de 30%.

O saldo da poupança com relação à captação líquida também foi positivo. Comparando dezembro de 2017 com dezembro de 2018, o crescimento do ano foi de 9,7%. Em dezembro de 2017, o saldo da poupança havia encerrado em R$ 563,7 bilhões, enquanto em 2018, esse número saltou para R$ 618,1 bilhões.

 

Indicadores econômicos

Em coletiva de imprensa realizada pela Abecip, o presidente da entidade, Gilberto Duarte de Abreu Filho, apontou os sinais favoráveis para recuperação e retomada do crescimento. Eles permeiam por indicadores do PIB, inflação, juros, confiança e emprego.

 

  • PIB: Com um resultado superior a 2017, mas ainda baixo, o PIB fechou 2018 com 1,3% de crescimento. Para 2019, a expectativa é de que ele alcance 2,5% – um resultado significativo se realizado;
  • Inflação: A meta para inflação em 2019 deve ficar em 4,0%, abaixo do centro. Em 2018, a inflação fechou em 3,7%;
  • Selic: Os juros baseados na taxa Selic, em 2018, chegaram a 6,5%. Para 2019, a previsão apresentada pela entidade é de 7,0% – um valor ainda baixo;
  • Confiança: A confiança do setor apresentou crescimento em 2018. O setor industrial chegou a 64 pontos enquanto o setor da construção alcançou 56 pontos. O nível de confiança é fundamental para projeções de investimentos;
  • Emprego: O emprego ainda não apresenta uma melhora consistente, porém, em ritmo moderado, a taxa de desemprego deve diminuir. Em 2017, a taxa de desemprego estava em 12,8%; em 2018, chegou a 12,3%. A expectativa é que em 2019, essa taxa caia para 11,9%.

 

O que impulsionou o mercado imobiliário em 2018?

As vendas de imóveis apresentaram crescimento considerável em 2018. De janeiro a novembro de 2017, foram realizadas vendas de 18.660 unidades; Já no mesmo período de 2018, as vendas chegaram ao patamar de 24.725 unidades, representando um crescimento de 33% no período.

Os lançamentos também crescerem em 2018. De janeiro a novembro de 2017, foram 21.629 unidades lançadas. Enquanto, no mesmo período de 2018, o número saltou para 25.042 unidades – crescimento de 16%.

Em compensação, os distratos também apresentaram queda – o que é ótimo para o mercado imobiliário. Em 2017, o total de distratos de janeiro a outubro, foi de 30.498 unidades. Já em 2018, no mesmo período, houveram 24.194 unidades distratadas. Ou seja, queda de 21%.

 

E como ficou o funding para crédito imobiliário?

A estrutura de funding chegou a R$ 1.264 bilhões, de acordo com a apresentação da Abecip. Confira onde esses valores foram alocados:

 

  • SBPE: R$ 618,1 bilhões – participação de 48,9%;
  • FGTS: R$ 408,4 bilhões – participação de 32,3%;
  • LCI: R$ 156,6 bilhões – participação de 12,4%;
  • CRI: R$ 78,5 bilhões – participação de 6,2%;
  • LIG: R$ 2,0 bilhões – participação de 0,2%.

 

Há um destaque na participação, mesmo que pequena, da LIG. A Letra Imobiliária Garantida apresentou suas primeiras emissões em 2018 e a entidade acredita em seu potencial de mercado. No ano passado, os bancos emissores da LIG, foram: Banco Inter, Bradesco, Itaú e Santander. No relatório da Abecip, a associação aponta esse instrumento como uma importante forma de captação de recursos no momento em que os financiamentos imobiliários tendem a crescer.

 

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